O que é fintech: tudo o que você precisa saber!

Não é segredo que a tecnologia vem mudando radicalmente as nossas vidas. Quase tudo o que fazemos hoje é diferente do que fazíamos há 40 anos. Tome sua profissão como exemplo: você sabe como ela era praticada antes dos anos 2.000?

O setor financeiro não poderia ficar de fora de toda essa transformação. Você consegue imaginar como é ir a uma agência todas as vezes em que precisa pagar uma conta, fazer um investimento, tirar um extrato ou mesmo para ver seu saldo?

Bem, podemos dizer que os caixas eletrônicos estão entre as primeiras automações tecnológicas que proporcionaram mais autonomia e comodidade para os clientes. Mas hoje a revolução fica por conta das fintechs.

E você sabe o que é fintech? É uma empresa que tem o objetivo de tornar os serviços financeiros mais eficientes e melhorar a experiência dos clientes. Na sequência, vamos explicar com mais detalhes como as fintechs surgiram e quais os benefícios que elas trouxeram. Confira!

O que são fintechs?

Fintech é a união de duas palavras da língua inglesa: finance (finanças) e technology (tecnologia). De forma geral, são empresas do setor financeiro focadas em um serviço específico.

As fintechs são “nativas digitais”, ou seja, seus sistemas operacionais são construídos dentro do que existe de mais avançado na tecnologia. Diferentemente de alguns bancos, elas não precisaram passar por aquela fase de adaptação às novidades. E, normalmente, as fintechs também cobram tarifas bem abaixo dos valores de bancos tradicionais

Além disso, parte do que é fintech envolve oferecer serviços totalmente digitais, o que faz com que os clientes consigam visitar e utilizar sozinhos as plataformas da empresa tanto pelo celular quanto pelo computador.

As fintechs também evoluem com o tempo. Por isso, mesmo que ela nasça com foco em um único produto, pode começar a oferecer outros, de acordo com a demanda do mercado e dos clientes.

Como surgiram as fintechs?

Agora que você sabe o que é fintech, que tal descobrir um pouco mais sobre sua história?

Sabemos que a tecnologia sempre teve um papel fundamental na área das finanças, e a história das fintechs é mais antiga do que muitos podem imaginar. Ela começa na década de 1950, bem antes do surgimento dos celulares e seus apps.

Em 1950, surgem os cartões de crédito, que permitiram que o dinheiro vivo fosse carregado com menos frequência na carteira das pessoas. Na década seguinte, aparecem os primeiros caixas eletrônicos para substituir um serviço que precisava ser feito pelos funcionários das agências -e que tinha um horário restrito de funcionamento.

Nos anos 1970, as bolsas de valores começam a testar os primeiros sistemas de negociação eletrônica de ativos. Na década de 80, os bancos passam a usar sistemas melhores e mais sofisticados de coleta e armazenamento de dados.

Os anos 1990 foram marcados pelo surgimento da internet e dos primeiros modelos de e-commerce. Para você ter uma ideia, a Amazon foi criada em 1994. Aqui, começam a surgir também as primeiras corretoras de valores com plataformas que permitiam aos clientes negociar ativos pela internet, os home brokers, que, aos poucos, substituíram o uso do telefone para essas negociações.

O desenvolvimento e os resultados dessas cinco décadas são tendem a ser vistos como naturais. Mas é importante lembrar que tudo isso é a base dos avanços que experienciamos hoje.

Atualmente, os serviços financeiros estão cada vez mais digitalizados, e trazem aplicativos para pagamento, consultorias de investimento feitas por robôs, plataformas de equity crowdfunding, através das quais é possível investir online em startups e empresas em expansão, e plataformas de crédito online, como a Sim.

Muitas vezes, os serviços substituem aqueles oferecidos por grandes bancos e, em outras vezes, os complementam.

Mais um aspecto importante do que é fintech é a democratização do acesso aos serviços financeiros, especialmente para aqueles que não têm acesso a uma conta corrente tradicional, por exemplo. Segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva, cerca de 45 milhões de brasileiros não têm conta em banco, o que equivale a um terço da população do país.

Fintechs no Brasil

No Brasil, as primeiras fintechs surgiram por volta de 2010. Um dos pioneiros na área foi o aplicativo de finanças pessoais GuiaBolso. A primeira versão da plataforma foi ao ar em 2014, com a missão de mudar a forma de prestar consultoria financeira.

A ideia era ajudar as pessoas a ter um controle melhor do orçamento doméstico, para que conseguissem sair de endividamentos não-saudáveis, e juntar dinheiro para realizar seus sonhos, como fazer uma viagem, trocar de carro ou comprar uma casa. Tudo de forma mais prática e totalmente digital.

Hoje, algumas fintechs são chamadas de “unicórnio”, em referência ao ser mitológico que era considerado raro. Elas recebem esse nome quando passam a ser avaliadas em US$1 bilhão. Não é fácil, porém, para uma startup se tornar um unicórnio.

Startups e fintechs não são sinônimos.As primeiras são empresas jovens, de todos os setores, que têm uma proposta inovadora, mas que podem estar ainda em uma fase pré-operacional.

Já as fintechs são empresas exclusivamente do setor financeiro, que fazem uso intenso da tecnologia para inovar e oferecer serviços mais eficientes e com uma melhor experiência para o cliente. As fintechs podem ser startups -ou já foram algum dia.

O modelo provou seu valor e o país já conta com 604 fintechs, de acordo com o Radar Fintechlab, divididas em diversas categorias:

  • pagamentos;
  • empréstimos;
  • gestão financeira;
  • investimentos;
  • seguros;
  • criptomoedas;
  • funding;
  • negociação de dívidas;
  • câmbio e remessas;
  • bancos digitais;
  • multisserviços.

O ecossistema das fintechs também conta com outras empresas, órgãos e entidades que atuam na mesma área: empresas de eficiência financeira, investidores, hubs de inovação, bandeiras de cartões, bich techs, aceleradoras ou órgãos reguladores.

As fintechs são seguras?

Descobriu o que são fintechs e agora está se perguntando se elas são seguras? A gente adianta que sim, são. Abaixo, explicamos com mais detalhes.

Quando a pergunta sobre o que é fintech surge, também é comum questionar se ela é segura. As fintechs são reguladas da mesma forma que os bancos: a legislação aplicada a eles e os órgãos reguladores são os mesmos.

Boa parte dos serviços financeiros é regulamentado pelo Banco Central, mas, dependendo do caso, também entra em ação a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e a Susep (Superintendência de Seguros Privados). Para ter certeza de que uma fintech tem permissão para atuar, basta buscar pelo CNPJ dela no site do órgão regulador responsável.

Em alguns aspectos as fintechs são até mais seguras do que os tradicionais modelos dos serviços financeiros, uma vez que todas as transações são online e, consequentemente, passam por checagens automatizadas de segurança e ficam registradas, podendo ser rastreadas em caso de necessidade.

Sim, a sua fintech de crédito

A Sim é uma plataforma digital que nasceu com o objetivo de oferecer acesso rápido ao crédito a todos os brasileiros, de forma totalmente digital, segura e transparente, e contamos com o apoio do Grupo Santander para nos ajudar nessa missão.

Quando você nos informa seus dados, a gente te mostra ofertas personalizadas com as melhores condições para o seu perfil, afinal, a sua saúde financeira é o que move nosso negócio.

Pensou em empréstimo pessoal? Pensou na Sim! Aqui, você pode conseguir o crédito pessoal com ou sem garantia, além de ter a opção de parcelamento de boleto, em que você compra à vista nas lojas parceiras e parcela sua compra em até 12x com a gente.

Agora que você já sabe o que é fintech e a relevância de empresas desse tipo, que tal conhecer um pouco mais sobre outros conceitos financeiros?

Publicado por Gustavo Rodrigues

Formado em Análise de Sistemas pela FATEC e pós-graduado em Engenharia de Software (SOA) pela FIAP, Gustavo tem mais de 10 anos de experiência em Tecnologia e Gestão de Projetos dentro do Santander com atuações nas áreas de Canais (Portais Web, Sistemas Corporativos) e Arquitetura, e está há um ano está à frente da tecnologia da Sim.