Como ensinar as crianças a lidar com dinheiro?

Chegou a hora de ensinar o valor do dinheiro para os seus filhos.

A melhor maneira de manter bons hábitos na vida é instituí-los desde a infância. Daí a importância de ensinar as crianças a lidar com dinheiro, desde cedo. Isso não parece ser muito comum no Brasil, já que uma pesquisa informa que apenas 21% dos brasileiros tiveram educação financeira antes dos 12 anos de idade. Mas, se você está disposto a mudar o futuro dos seus filhos, temos ótimas notícias: é possível instruir os pequenos aos poucos, de maneira educativa, didática e leve.

Que tal começar com um cofrinho?

Um ótimo jeito de estimular as crianças é através do apelo visual: que tal começar com um cofrinho? Muitos preferem o tradicional formato de porquinho, mas uma sugestão criativa é reutilizar um pote de vidro que esteja indo para o lixo (além de tudo, o meio ambiente agradece). Para os menores, que ainda não têm noção de valores ou números, a transparência do vidro ajuda, já que é muito produtivo ver a quantidade de moedas aumentando com o passar dos dias.

Explique que, ao juntar dinheiro no cofrinho, seu filho ou filha poderá comprar algo que gosta, como um brinquedo ou um álbum de figurinhas. Mas deixe claro que será preciso escolher entre um e outro. Dessa maneira, a criança começa a desenvolver noção de que, quando o assunto é dinheiro, é preciso fazer escolhas.

Você precisa ser o exemplo

É fundamental que a criança tenha você como um exemplo. Crescer em um ambiente em que pais ou tutores vivem preocupados com as contas e endividados faz os pequenos entenderem que isso é rotineiro, portanto, comum na vida adulta.

Uma sugestão é que você mantenha também o seu próprio cofrinho. Insira notas ou moedas toda vez que a criança estiver por perto e explique que essas são as suas economias para uma viagem, por exemplo. Dessa forma, a criança irá entender que poupar dinheiro é algo natural na família, que todos fazem, e que é preciso manter esse hábito desde a infância até a vida adulta.

Pode dar mesada?

Muitos pais ou tutores se perguntam se dar mesada é a maneira correta de ensinar as crianças a lidar com o próprio dinheiro. Muitos especialistas acreditam que essa seja uma ótima introdução ao mundo das finanças.

As crianças menores não têm muita noção da passagem do tempo, portanto, o mais indicado seria uma “semanada”, ou seja, um dinheirinho para que ela possa utilizar durante a semana. Já para os adolescentes você pode considerar a mesada ou até mesmo a “quinzenada”. No início, o ideal é monitorar de perto os gastos e mostrar a melhor maneira de administrar o valor recebido. 

Explique o valor das coisas

A criança não entende que um objeto é mais valioso que o outro. Por isso, é papel dos familiares explicar que as coisas custam valores diferentes e que, muitas vezes, ao fazer uma escolha, é preciso desconsiderar outras. Ir ao cinema, hoje, significa não poder comprar aquele brinquedo que ela queria.

Por outro lado, é nesse momento que fica mais fácil ainda mostrar a importância de poupar. Mostre que, se a criança quer algo mais caro, como um videogame ou fazer uma viagem, precisará guardar uma certa quantia de dinheiro por determinado período de tempo. Mas nem sempre a poupança deve estar conectada a um objetivo de compra.

Ensine que o hábito de poupar é para a vida toda

Assim que a criança estiver mais familiarizada com esse novo universo, deixe claro que guardar dinheiro é importante para o futuro, não só para algo que ela quer comprar nos próximos meses. Faça a sugestão de quanto da mesada seria importante guardar por semana ou por mês para que a criança possa criar esse hábito e ter uma vida financeira saudável quando atingir a idade adulta.

Siga os nossos perfis nas redes sociais! Instagram | Facebook | YouTube | Linkedin


Publicado por Fernanda Benevides

Formada em Comunicação Social pela ESPM-SP, atua como Head da área de Growth Marketing, na Sim, desde 2019, liderando as equipes de SEO, CRM, Mídia, Conteúdo e BI. Com trajetória profissional de mais de dez anos em marketing digital, atuou em diferentes indústrias, como varejo, bens de consumo e educação, em projetos focados na aquisição e rentabilização de clientes.