Como criar uma rotina para educação financeira infantil?

Ter uma boa educação financeira é importante para qualquer um. Afinal, ela nos ajuda a entender um pouco mais sobre a gestão do nosso dinheiro e como organizá-lo de uma forma prática e inteligente.

Para os pequenos, não deve ser diferente. Quanto antes a criança for apresentada aos conceitos simples de finanças, mais cedo ela desenvolverá noções para autonomia, economia e até mesmo, distinção entre necessidade e desejo.

Nesse artigo, listamos os motivos principais para começar a introduzir, aos poucos, conceitos financeiros simples e separamos algumas dicas para você colocar em prática no dia a dia com as crianças. Vamos lá?

Educação financeira desde cedo

É importante reforçar que quando aprendemos noções básicas de finanças desde pequenos, crescemos tendo uma relação mais saudável com o dinheiro.

No Brasil, esse não é um cenário comum, pois as finanças são tratadas como um tabu e poucos adultos conversam sobre o tema com seus filhos.

Uma pesquisa realizada por uma das maiores instituições financeiras do Brasil, em parceria com Datafolha e Box1924, mostrou que quase metade dos brasileiros (49%) evita pensar em dinheiro para não se sentir triste. Outro dado preocupante é que 46% dos entrevistados preferem não conferir a própria conta corrente porque acreditam que estão fazendo algo errado em termos financeiros.

Quando as crianças não são apresentadas aos conceitos de finanças, as chances de se tornarem adultos que fogem da organização financeira são mais altas.

Qual a importância da educação financeira na infância?

Começar a praticar a educação financeira com seus filhos pode ajudar a criar gerações mais responsáveis com o dinheiro, além de terem mais chances de serem adultos independentes financeiramente e com autonomia para realizarem suas decisões financeiras com mais confiança.

Um estudo realizado pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil) mostrou que 1 a cada 3 estudantes aprendem a poupar dinheiro depois de participar de projetos de educação financeira.

Mas qual é a real importância de começar essa conversa com os pequenos desde cedo? 

  • Lidar com frustrações e planejamento

Quando conceitos básicos são aplicados junto à educação da criança, como juntar dinheiro para comprar um item ou deixar de comprar algo porque não tem a quantia suficiente ainda, são iniciadas noções importantes para os pequenos aprenderem a lidar com frustrações e planejamento na vida financeira.

  • Entender que o dinheiro “não dá em árvore”

Também é importante explicar à criança como obtemos o dinheiro e que ele é limitado. Com isso, os pequenos começam a entender desde cedo que é preciso ter responsabilidade com o dinheiro, além de compreenderem que não é possível comprar tudo o que desejam.

  • Traçar metas e objetivos com o dinheiro que ganham

Ao apresentar a importância de definir metas para o dinheiro, fica mais fácil das crianças perceberem que elas também podem se organizar para conseguirem algo que desejam, como: ir ao cinema, tomar sorvete, etc. Aplicar esses conceitos ajuda os pequenos a praticarem o planejamento e criarem objetivos para lidar com as finanças de forma saudável. 

  • Compreensão do valor do dinheiro

Ao começarem a administrar uma pequena quantia e definir objetivos para ele, fica mais fácil para as crianças entenderem sobre o valor do dinheiro e como ele tem custos diferentes para os diversos itens possíveis de serem consumidos.

  • Capacidade de poupar e reduzir custos

Outro item tão importante quanto os anteriores é começar a praticar com os seus filhos a importância de poupar o dinheiro para um objetivo específico e como os impactos na redução de custos podem ajudar no orçamento familiar, por exemplo diminuição no tempo do banho ou uso do computador.

Como ensinar finanças para os pequenos?

Para começar, é importante analisar as opções que mais se adequam à idade, perfil e comportamento de cada criança. Você também pode buscar uma abordagem lúdica para o assunto e introduzir as noções aos poucos.

Separamos algumas práticas que você pode testar e exercitar, conforme a sua percepção sobre como o seu filho recebe as informações, vamos lá?

  • Método da mesada

Você pode separar uma quantidade coerente com o perfil financeiro da família, podendo ser mensal ou semanal. Com o valor em mãos, ensine a criança a juntar dinheiro para realizar seus planos, como por exemplo: tomar sorvete, ir ao cinema, comprar um brinquedo. Utilizar um cofrinho pode ajudar a assimilar de forma lúdica a importância de poupar desde cedo. 

  • Valores e autogestão do dinheiro

Aos poucos, você também pode explicar sobre as vantagens de pagar à vista, sobre como funciona o cartão de crédito, os impactos na sua reserva ao escolher produtos mais caros e dicas de como gerir o dinheiro. Todas essas noções são importantes para que a criança aprenda desde cedo os impactos de suas decisões financeiras.

  • Participação no planejamento financeiro da família

Ensinar sobre como economizar água e energia pode ajudar na economia de dinheiro e como ela pode impactar outros planos, como poder sair mais vezes para o cinema. Envolvê-los nessas questões pode ajudá-los a entender mais cedo a importância da negociação e trabalho em equipe. Entregar pequenas contas para o pagamento também pode ser uma opção, leve-os para o caixa eletrônico e ensine sobre data de vencimento e os juros ou leve-os ao supermercado e explique sobre a soma dos preços e o valor total que podem gastar.

  • Utilize livros com histórias didáticas

Você também pode introduzir a temática de forma lúdica com os livros de histórias. Afinal, eles são construídos de forma didática para que a criança, com a sua experiência, consiga assimilar o conteúdo de uma forma mais fácil para ela. Existem diversas opções no mercado, você pode pesquisar e escolher um dos livros junto com ela.

  • Aproveite as brincadeiras e os brinquedos educativos

Além dos livros, também é possível promover brincadeiras educativas e fazer uso de jogos e brinquedos lúdicos que estejam dentro da temática. Assim, você consegue aplicar os conceitos num ambiente mais receptivo ao mesmo tempo em que brinca com as crianças.

  • Seja um exemplo

Mesmo aplicando todas as ideias anteriores, você ainda será o maior exemplo que o seu filho pode seguir. Por isso, aplique as mesmas dicas que ensinou às crianças quando o assunto é planejamento e organização financeira. É importante mostrar que você toma decisões responsáveis, assim como você quer ensinar os pequenos.

Deixe que o pequeno aprenda com seus erros

Também é importante lembrar de deixar que as crianças aprendam a lidar com as consequências de uma decisão equivocada que fizeram. Por exemplo, se ele gastar todo o dinheiro num passeio e não puder comprar o brinquedo que desejava, não se ofereça para pagar ou complementar o valor. É fundamental que a criança entenda os efeitos de suas decisões e possa ter a chance de planejar novamente aplicando os aprendizados absorvidos.

Outro ponto relevante é tentar não recompensar o pequeno por feitos como ter recebido uma nota boa na escola, arrumado a cama ou ajudado em casa com alguma tarefa. Isso pode gerar um efeito contrário ao que se deseja, pois ela pode entender que precisa ganhar algo quando realiza suas obrigações, resultando numa assimilação incoerente da vida real.

Lembre-se de que a educação financeira infantil ajuda a desenvolver adultos que tomam decisões mais saudáveis quanto ao dinheiro abrindo portas para o consumo consciente, a auto-organização, a conquista de sonhos e o controle de gastos.

Por isso, não espere uma idade certa para começar a praticar o tema com as crianças. Quanto antes você conseguir introduzir o assunto na vida dos pequenos, melhor será para que eles se tornem responsáveis e independentes na sua vida financeira.

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Publicado por Fernanda Benevides

Formada em Comunicação Social pela ESPM-SP, atua como Head da área de Growth Marketing, na Sim, desde 2019, liderando as equipes de SEO, CRM, Mídia, Conteúdo e BI. Com trajetória profissional de mais de dez anos em marketing digital, atuou em diferentes indústrias, como varejo, bens de consumo e educação, em projetos focados na aquisição e rentabilização de clientes.